terça-feira, fevereiro 15, 2005

BE: o Partido das minorias.

Hoje, terça-feira, dia das solenes exéquias da irmã Lúcia, Francisco Louçã cruzou-se com António Monteiro nas ruas de Santarém. Parece que a arruada do BE não correu lá muito bem, não tanto por causa do cruzamento, mas mais devido às reacções de alguns populares que não acharam graça à, digamos, natureza citadina dos bloquistas. Fosse por essa razão, fosse por outra, o dr. Louçã evitou o bom do Manel, que agitou o braço ao longe. Louçã respondeu com um sorriso amarelo e com um discretíssimo “bom dia”. Interrogado pelos jornalistas acerca de tão gélido cumprimento, o dr. Louçã explicou: a “Nova Democracia” do Manel não passa de um pequeno grupo votado por menos de 1% do eleitorado nacional.
Estamos esclarecidos! O gigantesco partido do dr. Louçã não se confunde com estes grupúsculos!
Trata-se enfim de uma interessante maneira do BE encarar as minorias: estando abaixo de uma certa percentagem (1%, assim parece…), elas, as minorias, deixam de interessar. O dr. Louçã, que já negara a quem não fosse pai (e mãe, suponho) o direito de falar em crianças, decide agora qual a fasquia para levar a sério uma perspectiva política. A baixo de 1% é de ignorar. De cortar! Enfim, pelo menos, de não cumprimentar. Implacavelmente! Superiormente! Aristocraticamente!
E é este o partido que diz defender as minorias…