domingo, fevereiro 06, 2005

caracter ou carreira?

O dr. Medina Carreira manifestou uma vez mais o seu desprezo por António Guterres. Acusa-o de ter fugido e nega-lhe o direito de regressar à política; aquela acusação, não sendo original, ganha na boca do dr. Carreira um travo odioso. Imagine-se que o engenheiro Guterres não tinha deixado a governação nos idos de 2001. Provavelmente, a esta hora, o dr. Carreira e seu amigos estariam a acusá-lo de não ter saído a tempo. É que ele há ódios que pouco têm a ver com a saída supostamente prematura deste ou daquele actor político. Já agora, que nome dar à saída do dr. Durão Barroso? Uma certa opinião pública e uma boa parte da comunicação social estabeleceu que existe o "fujão" e o "da missão". Na verdade, poder-se-ia ver o caso por outro ângulo: existe o que actua de acordo com a sua consciência moral e aquele que actua de acordo com a sua ambição política. Para o primeiro, o carácter tem a primazia, para o segundo é a carreira que manda. Pessoalmente, prefiro o primeiro ao segundo.