quarta-feira, abril 13, 2005

Jogos (de poder)

Rendida ao jogo de letras arquitectadas sob a sedução dos dedos nas teclas, e dançando à toa dentro do círculo de giz de bombó (Henrique Guerra a lembrar Brecht) pergunto, de olhos vendados: quem és tu?
Quero-te; Apanhar. E tu vens para o meu lugar.
Na eternidade do grande círculo e na vertigem do rodopiar todos somos, à vez, a cabra cega.

Agora, a sério: que piada tem assumirmos, orgulhosamente, os olhos cheios de areia?
(Desculpem se estrago a brincadeira, mas o sol deste meu país só pode estar a cozer-me os “miolos”. Dahhh!).