domingo, maio 29, 2005

As asas do (que) desejo

Turbina

É preciso ter-se alguma imaginação para se passar o tempo dentro de um avião. Se não levarmos o tal livro para ler durante o voo, o tal portátil (para fazer banga, mesmo a jogar solitário), ou a tal companhia certa que não nos dá tempo nem para desembrulhar os talheres de plástico, temos de nos preencher com qualquer coisa para não estarmos sempre a pensar: e se o avião cai, lembrar-me-ei de como se enche o colete de salvação ou... onde são as saídas de emergência.
Então ponho-me a pensar em trivialidades: nas hospedeiras; interessante nome que se dá àquelas moças (e kotas!) que associo de imediato a estridentes e nasalados: chááááããã?... Cafééééénn?... O que vai desejãr para bebennr? ou Duty Freeeeeeenn..., repetidos insistentemente pelos corredores dos ditos pássaros de ferro (gosto desta ideia).
Claro que elas «amam» a sua profissão de itinerâncias voadoras e algumas atingem mesmo altos voos. Chegam a primeiras damas e também a directoras de Institutos de Arte.
(Estou a ser execrável. Que espécie de pretexto para «delatar» um simples insólito. Bolas! )
Yá, num certo país, uma hospedeira possui, a tempo inteiro, duas colocações no estado: um na companhia aérea estatal e outro numa direcção nacional de um Ministério. Mais; para além de hospedeira e directora nacional, consta no seu cartão de visitas, filóloga, dramaturga, cenógrafa, coreógrafa e mais uma coisita ou outra (as outras que cabem num inútil cartão). Enfim... mordomias que não são para todos. Apenas para aqueles que sabem, de facto, voar por entre as brumas da... democracia.
Pena é certas asas não serem de cera. Pelo menos, não tenho disso... memória.

1 Comments:

Anonymous joão antónio said...

Ahahahahahahahahahahhahaha!
Deixe-me adivinhar o nome desse país. Começa pela letra.... A!

7:30 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home