terça-feira, maio 24, 2005

Uma pedra no cérebro

O meu cérebro é como um tecido esticado. Tu és uma pedra que caiu na superfície elástica do meu cérebro e que eu tento arrancar de lá. No meu cérebro persiste a deformação da pedra que aí se alojou. Também não tens ajudado minha pedra da loucura. Mesmo sem lá estares, permanece uma reentrância no tecido esticado do meu cérebro. Como a roupa que é posta a secar na corda e que mantém a lembrança das molas que a seguraram. Quantas vezes não pus de lado essas peças de roupa que as molas tinham deformado… Mas eu não posso pôr de lado o meu cérebro, não o posso deitar fora. Também não posso deitar fora as minhas mãos, não posso substituir as linhas das minhas mãos pelas linhas de uma outra vida. Olho para a minha mão direita, comparo-a com a mão esquerda. O que é que eu posso fazer com as linhas das minhas mãos…

1 Comments:

Anonymous A C said...

Que fazer...
Cruzá-las com um caminho que reconstrua a textura geográfica do tecido desse cérebro.

3:46 da tarde  

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