segunda-feira, setembro 19, 2005

Recife: breve impressão

Cidade velha do Recife.
Saí do ônibus perto do edifício do Centro Cultural, caminhei ao longo de um dos rios (o Capibaribe, julgo), por um passeio apinhado de vendas. Havia pequenos peixinhos de todas as cores do mundo em sacos plásticos pendurados nas ferragens do varandim. O varandim, de ferro forjado, seguia entre o rio e a estrada. Cada peixinho nadava no seu saco de plástico transparente. Essa água era transparente, enquanto a água do rio era escura. Caminhei até à estação-museu do caminho de ferro. Trens antigos, movidos a carvão, porém parados. Depois entrei no coração da cidade comercial. Uma espécie de medina tropical. O comércio aqui torna-se um espectáculo permanente. Os sentidos do caminhante são invadidos por todos os lados. Todos os sentidos. Há uma vibração que impede que as variações cromáticas se unifiquem em branco. Os sons são, talvez, na percepção do viajante, aquilo que torna as cores mais nítidas.
Encanta-me este sotaque.