O Cego Astrólogo
Num certo folheto de cordel, intitulado "O Cego Astrólogo", de 1741, consta a seguinte passagem, verdadeiramente escatológica:
“Sabem vossas mercês que mais? Que desde que no ano passado me casei, ou casaram com a formosa sanfona, anda tão alegre, ainda que faminto, o meu bandulho, que só sinto bailarem no meu estomago folias, sarambeques, arrombas, arripias, oitavados, e toda a inquieta berundanga de minuetes; e com impaciência esperam os meus intestinos, para se descarregarem desta impetinente fadiga, as visitas ocidentais do catalicão, e jeropiga. Rebento, senhores, se não canto ,e danço; e pois a minha fome só se cura com músicas, pelo que tem de semelhança com as mordeduras da tarantula, quero cantar, quero dançar, quero-me alegrar, e pese a quem pesar.”
“Sabem vossas mercês que mais? Que desde que no ano passado me casei, ou casaram com a formosa sanfona, anda tão alegre, ainda que faminto, o meu bandulho, que só sinto bailarem no meu estomago folias, sarambeques, arrombas, arripias, oitavados, e toda a inquieta berundanga de minuetes; e com impaciência esperam os meus intestinos, para se descarregarem desta impetinente fadiga, as visitas ocidentais do catalicão, e jeropiga. Rebento, senhores, se não canto ,e danço; e pois a minha fome só se cura com músicas, pelo que tem de semelhança com as mordeduras da tarantula, quero cantar, quero dançar, quero-me alegrar, e pese a quem pesar.”



